segunda-feira, 21 de junho de 2010

Linha de Passe


Cidade de São Paulo, vinte milhões de habitantes, duzentos kilometros de transito...caos.
Cleusa, mãe solteira de quatro filhos esperando o quinto, cada um de um pai, trabalha como domestica em uma casa da classe média.
Cada filho representando uma história distinta que acontece em Sampa todos os dias.
Dario, sonha em ser jogador de futebol, Dinho, frentista de um posto de gasolina, se converteu pra igreja evangélica, Denis é motoboy e tem um filho que mora com a ex namorada e Reginaldo, o caçula, procura pelo pai nos ônibus da cidade.
Um filme de tanta verdade que até machuca, ele é verdade em cada cena, gesto e em cada dialogo, não há mentira, nem exagero, é a vida pela vida, dentro do caos e da intensidade da maior cidade do hemisfério sul.
Aborda diferentes temáticas dentro de uma única cidade, é um retrato fiel da vida paulistana das regiões perfiféricas, que nos leva a refletir, questionar e entender a problematica social dentro dessa megalopole.
Senti-me revendo muitas cenas da minha própria vida e de tantas vidas que passaram por mim, um filme que faz doer, aquela dor necessária que transforma e nos faz querer transformar, mas que também nos amarra pela sensação de impotência e impassividade.
É por fim um filme, com luz a um trecho da entrevista com o diretor, Walter Salles, sobre a obra, que nos faz desarmar de julgamentos, tentar enxergar o ser humano por trás daquele que rouba, daquele que prega, daquele que grita, daquele que mente, daquele que sofre.

A vida vai muito além das noticias nos jornais.

sábado, 22 de maio de 2010

Sympathy for lady Vengeance


Final da trilogia da vingança do diretor Sul-Coreano Chan Wook Park, famoso pelo quase adaptado por Steven Spielberg (isola) Oldboy.

Geum-ja Lee (nome maldito) é uma jovem que foi acusada de sequestrar e assassinar uma criança, ela é presa, assume o crime e vai para cadeia, o tempo passa e depois de 13 anos e meio ela é liberada querendo se vingar do culpado de seus sofrimentos(Wether seu gay, aprenda).

Chan Wook Park é o Tarantino da asia, explosão de ódio, violência crua e magnifica, regada a cultura popular e até pequenos questionamentos éticos, mas nada que o que o torne um Bergman. Sympathy for lady Vengeance ou no original "Chinjeolhan geumjassi", é a definição de uma estética que se tornou dominante aos atuais Trabalhos de Wook Park, diferente do também ótimo e visceral Sympathy for mr. Vengeance que possui uma fotografia crua, ritmo mais crível e levantamentos e reflexões mais sucintas, Lady Vengeance é mais poético, de uma fotografia mais apaixonada, próxima aos trabalhos do Francês Jean-Pierre Jeanet, extremamente saturada, cheia texturas, possuidora de uma ambientação visual que nos evoca sensorialmente o expressionismo, pois toda a ambientação, ângulos, tomadas, e cortes casam com a situação emocional que se passa. O ritmo é tarantinesco, explosivo e contido por mais contraditório que isso possa parecer, isso tudo é muito bom.

Se Oldboy foi com certeza um ponto de virada no trabalho do Coreano Wook Park, Sympathy for lady vengeance, com sua direção magistral, é uma espécie de coroação dessa nova estética, para mim com certeza algo positivo.

Manhattan

Woody é um sacana que tortura seus personagens.



Issac é um medroso, Yale um sádico traidor, Mary é uma masoquista com uma incapacidade para ser feliz, Emily uma esposa agradável e trouxa, Tracy uma menina apaixonada, com toda carga de imbecilidade que isso acarreta.

Allen seu safado.